sexta-feira, 1 de maio de 2009

Nunca pensei na perda. Na perda de uma pessoa amada e próxima. Também nunca pensei que fosse acontecer tão cedo,embora soubesse que essa hora chegaria.Um dia. Foi tão derrepente que nem tive tempo de colocar as idéias no lugar. E quando aconteceu, parecia um pesadelo, onde eu esperava que a qualquer hora a luz iria entrar pelas frestas da janela e eu iria acordar e pensar que foi apenas um sonho ruim. Mas não foi. Foi duro e frio. Sem sonhos, sem ilusões, nem luz alguma. Eu não estava sozinha. Mas precisava ser forte. Sem me dar ao luxo de me entregar a depressão que me tomava. Tinha uma pessoa que eu precisava amparar, que eu precisava consolar pois o pior aconteceu com ela. E eu também tinha a minha mãe, com quem eu tinha que ajudar a cuidar dessa pessoa especial, a quem eu devo tantas coisas. Essa pessoa é minha avó. E só me resta ela e minha mãe, já que a ausência crônica de meu pai está aumentando mais e mais. Sempre tive um pensamento em minha cabeça nesse meio tempo: "Amanhã vai ser melhor do que hoje''. Mentalizando isso e me refugiando em meus livros, consegui continuar. E hoje, depois de 8 meses, posso dizer que estou um pouco mais feliz, e que a angústia de não poder mais abraçar meu avô se transformo em uma saudade gostosa e que ainda dói, mas está amenizada.Tudo está melhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário